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Festi-Vale do Tua

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Animais do PNRVT - A toupeira-de-água

Toupeira-de-água (Galemys pyrenaica, Geoffroy, 1811)

Família: Talpidae (toupeiras)

 

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A toupeira-de-água, endémica do Norte da Península Ibérica e Pirinéus, é um pequeno mamífero com estatuto Vulnerável. Em Portugal ocorre sobretudo a Norte do Douro, em diversas bacias de rios como o Minho, o Lima, Cávado e Leça, bem como em afluentes do próprio Douro, com a excepção dos mais interiores como o Côa e o Águeda e as ribeiras de Teja, Mós e Aguiar. As populações na Península têm vindo a regredir, com diminuição da área de ocupação e número de efectivos, algo que também se verifica em Portugal.

Como o nome indica, é uma espécie dependente e estritamente associada a cursos de água, englobando o corredor aquático e a galeria ripícola, vivendo em rios e ribeiras de montanha, de águas límpidas e de baixas temperaturas, onde a corrente seja forte e o caudal regular. Desloca-se e caça maioritariamente na água, abrigando-se nos refúgios naturais presentes nas margens, tanto para repouco como para reprodução.

Reproduz-se entre Fevereiro e Junho, estando os machos sexualmente activos desde Dezembro e as fêmeas gestantes desde Fevereiro, podendo ocorrer mais que uma gestação por época de reprodução, durando cada uma cerca de trinta dias. Atingem a maturidade sexual um ano após nascerem, sendo que os indivíduos raramente vivem mais de três anos.

Insectívora, a toupeira-de-água alimenta-se sobretudo de invertebrados aquáticos bentónicos, ou seja, que habitam no leito dos cursos de água. A espécie apresenta um elevado grau de especialização em insectos sensíveis ou pouco tolerantes à poluição, pelo que só será encontrada em águas com elevada qualidade.

publicado às 15:20

Animais do PNRVT - O cágado-mediterrânico

Cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa, Schweiger 1812)

Família: Emydidae (cágados)

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 Como o nome indica, o cágado-mediterrânico pode ser encontrado na bacia do Mediterrâneo, desde a Península Ibérica e Sul de França até ao Norte de África, sendo que em Portugal pode ser encontrada a Sul do Tejo e no Interior Centro e Norte, tendo o estatuto de Pouco Preocupante. Algumas décadas atrás terá ocorrido uma redução na sua área de ocupação, com a extinção de algumas populações e diminuição noutras. Nos últimos anos esta tendência tem vindo a diminuir, de modo que a população nacional se encontra estável.

Uma vez que é bastante generalista nos habitats que ocupa, pode ser encontrado em corpos de água parada ou de fluxo lento, quer de água doce ou com reduzida salinidade. Prefere locais com bastante cobertura vegetal aquática, sendo rara em rios e ribeiros de corrente rápida, bem como zonas de montanha em altitude.

As fêmeas atingem a maturidade sexual bastante mais tarde que os machos, 6 a 10 anos e 2 a 4 anos, respectivamente. A época de acasalamento ocorrem no Outono, apesar de já terem sido observadas na Primavera. A postura dos ovos ocorre geralmente entre Junho e Julho, com 1 a 12 ovos, que a fêmea deposita num pequeno fosso que escava em solo arenoso e tapa após depositar os ovos.

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É uma espécie omnívora, alimentando-se de invertebrado, anfíbios, peixes e plantas, algo que provavelmente está associado à sua preferência por locais com bom coberto vegetal.

publicado às 13:18

Animais do PNRVT - A Águia de Bonelli

Águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus, Vieillot 1822 - Aquila fasciata, del Hoyo and Collar 2014)

Família: Accipitridae (águias, falcões, milhares e afins)

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 Distribuida por uma vasta área que vai da Indochina ao Noroeste Africano, incluindo a bacia do Mediterrâneo, a águia de Bonelli em Portugal encontra-se sobretudo nos vales do Nordeste, na Beira Baixa, no Alentejo e nas serras na região do Algarve, tendo o estatuto de Em Perigo.

A tendência populacional que se tem verificado nos últimos anos diverge ao longo do país, no Norte e Centro litoral tem ocorrido uma regressão, enquanto no Centro interior e Sul tem-se verificado uma estabilização. De acordo com o último censo, em 2000, a população nacional conta com cerca de 80 casais nidificantes.
A águia de Bonelli é uma espécie típica dos ecossistemas mediterrâneos, tendo uma presença mais forte em zonas de baixa e média montanha, como se verifica em Portugal. É uma espécie que necessita de uma dualidade no seu habitat, zonas imperturbadas para nidificação e zonas de agrosilvicultura e pastoreio para caçar, de modo que também ocorre nas planícies do Alentejo.
Sendo uma caçadora algo especializada de columbiformes (pombos, rolas e afins), pode explorar a periferia de zonas urbanas, falésias litorais e escarpas, caçando também em matos e bosques abertos. Quando não se encontra na época de reprodução, pode caçar em zonas húmidas, planícies e outros tipos de paisagens de relevo pouco acentuado.
No Norte do país, e em particular no PNRVT, procura escarpas e afloramentos rochosos para nidificar, caçando nos terrenos agrícolas e de pastoreio, sobrais e matagais.

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Espécie monogâmica, altamente territorial, os progenitores dividem as tarefas no cuidado parental, que ambos realizam, o macho caçando enquanto a fêmea cuida das crias.

Devido ao seu porte considerável, a águia de Bonelli alimenta-se de uma variedade de animais, como o coelho-bravo, perdiz-vermelha e columbiformes, bem como répteis ocasionalmente. Frequentemente caça em pares.

Podes saber mais AQUI.

publicado às 15:19

Animais do PNRVT - O tritão-marmorado

Tritão-marmorado (Triturus marmoratus, Latreille 1800)

Família: Salamandridae (salamandras e tritões)

 

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O tritão-marmorado é uma espécie que ocorre na Península Ibérica, extendendo a sua distribuição pelo litoral Oeste da França. Dentro desta espécie estão actualmente reconhecidas duas subspécies, T. marmoratus marmoratus e T. marmoratus pygmaeus, com distribuições e características ligeiramente diferentes. T. marmoratus marmoratus ocorre sobretudo no Norte da Península Ibérica e em França, enquanto T. marmoratus pygmaeus ocorre no Sul da Península e vai até ao Norte de Portugal. Ambas as subspécies podem ser encontradas no território nacional, salvo no centro do Alentejo, de tal modo que a sua distribuição coincide em quase todo o país.

Enquanto a subspécie T. marmoratus marmoratus apresenta um estatuto de Pouco Preocupante, a subspécie T. marmoratus pygmaeus tem o estatudo Quase Ameaçado, com a sua população actualmente em regressão.
Enquanto tritões, residem em corpos de água, como charcos, lagos, poços ou tanques com água onde haja cavidades e fissuras para que se possam abrigar em caso de perigo.
Apesar de existirem híbridos entre as duas subspécies, geralmente os locais de reprodução são distintos, uma vez que para este fim T. marmoratus marmoratus prefere corpos de água mais ensombrados e com água mais fria do que T. marmoratus pygmaeus. A época de reproduçao pode variar bastante, ocorrendo entre Outubro e Maio.

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Curiosamente, o tritão-marmorado consome principalmente ovos de diversas espécies de anfíbios, como salamandras e rãs, caçando também invertebrados, variando a sua dieta de acordo com a disponibilidade das diferentes fontes de alimento.

publicado às 12:58

Animais do PNRVT - A lontra

Lontra (Lutra lutra, Linnaeus 1758)

Família: Mustelidae (doninhas, texugos, martas e afins)

 

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Distribuída praticamente por toda a Europa e Ásia, dentro do território Português, a lontra pode ser encontrada de Norte a Sul. Apesar de na Europa as populações terem vindo a regredir nos últimos 40 anos, em Portugal encontram-se estáveis.

Habita em todo o tipo de ecossistemas aquáticos continentais, como rios, ribeiras, lagos, pauis e afins, desde que se encontrem em bom estado de conservação. Necessitam de refúgio nas imediações de corpos de água, pelo que o coberto vegetal deve ser suficiente, tal como a disponibilidade de presas. A lontra evita o contacto humano, abriga-se em zonas tranquilas imperturbadas, geralmente com vegetação ripícola abundante.

É uma espécie solitária, com uma área vital considerável, particularmente no caso dos machos cujo território pode incluir até 10km de troço de rio, englobando o de várias fêmeas. Não possuindo uma época de reprodução definida, pode fazê-lo em qualquer altura do ano, estando para isso dependente da disponibilidade de alimento (logo é mais frequente na Primavera e no Verão, alturas em que a comida é mais abundante).

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Maioritariamente piscívora, a lontra pode ainda assim predar outros tipos de animais, como anfíbios e invertebrados, destacando os crustáceos como os lagostins e insetos variados. Apesar de menos comum, pode também consumir pequenos mamíferos, aves aquáticas e répteis, dependendo da época do ano.

publicado às 15:21

Animais do PNRVT - O lagarto-de-água

Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi, Bedriaga, 1878)

Família: Lacertidae (lagartos)

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O lagarto-de-água é uma espécie endémica da Península Ibérica, ocorrendo com mais frequência no Noroeste e com algumas populações isoladas no Sul e Sudoeste. Em Portugal distribui-se quase continuamente a Norte do Tejo, com algumas populações no Centro e no Sul do país. Apesar de ser uma espécie com estatuto Pouco Preocupante, a sua população tem vindo a regredir.

Prefere zonas de humidade relativamente alta, podendo ser encontrado frequentemente em habitats próximos de cursos de água cuja cobertura vegetal seja abundante, com espécies arbóreas e arbustivas características de ambientes com elevada precipitação.

O lagarto-de-água mantêm-se ativo de Fevereiro ou Março (os machos despertam mais cedo que as fêmeas) até Outubro (altura em que entram em repouso invernal). Apresentam um elevado dimorfismo sexual, sendo os machos mais corpulentos. Também atingem a maturidade sexual cerca de um ano mais cedo que as fêmeas, o que ocorre entre os 3 a 4 anos. A reprodução ocorre entre a Primavera e o Verão, com as posturas de 6 a 17 ovos em locais sem vegetação ocorrendo entre Maio e Julho.

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Alimenta-se sobretudo de invertebrados, escaravelhos, aranhas, formigas e moscas, podendo também consumir frutos silvestres.

publicado às 15:11

Animais do PNRVT - O bufo-real

Bufo-real (Bubo bubo, Linnaeus 1758)

Família: Strigidae (corujas e mochos)

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O bufo-real é uma espécie comum com uma distribuição vasta que engloba a Europa, Ásia e o Norte de África. Em Portugal encontra-se sobretudo em áreas inacessíveis devido às características do relevo, sendo nas zonas mais remotas do Interior do país que pode ser encontrado com maior frequência.

Como consequência da perda de habitat e perseguição que tem sofrido nos últimos 50 anos, a população decresceu tanto em número como na sua distribuição, tendo o estatuto de Quase Ameaçada. Mais recentemente, fruto da renaturalização e diminuição da pressão humana, a população poderá ter recuperado ligeiramente.

Enquanto ave noturna, e particularmente inconspícua, a informação disponível sobre ela é relativamente pouca logo as estimativas populacionais são pouco precisas, calculando-se que existem entre 250 e 500 casais em Portugal.

Habita regiões com reduzida densidade populacional humana e inacessíveis, como maciços montanhosos, escarpas e falésias, onde se abrigam e nidificam. Pode também ocorrer associada a zonas de sopé de montanha com florestas maduras e algumas áreas de pastoreio ou agrossilvicultura.

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 O bufo-real é monogâmico, sendo os casais permanentes, com ambos os progenitores providenciando cuidados parentais e retornando à mesma área de nidificação durante vários anos. Apesar de poderem usar mais do que um ninho no seu território, é frequente serem apenas um ou dois.

Devido ao seu grande porte, o bufo-real alimenta-se de mamíferos de pequeno e médio porte, aves de porte médio e até rapinas esporadicamente, répteis, anfíbios, peixes e carcaças. Caça maioritariamente à noite, iniciando a sua atividade após o pôr-do-sol, ou ainda um pouco antes, durante o Verão.

Podes saber mais AQUI.

publicado às 13:59

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