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Festi-Vale do Tua

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Animais do PNRVT - O tritão-marmorado

Tritão-marmorado (Triturus marmoratus, Latreille 1800)

Família: Salamandridae (salamandras e tritões)

 

Triturus_marmoratus.JPG

O tritão-marmorado é uma espécie que ocorre na Península Ibérica, extendendo a sua distribuição pelo litoral Oeste da França. Dentro desta espécie estão actualmente reconhecidas duas subspécies, T. marmoratus marmoratus e T. marmoratus pygmaeus, com distribuições e características ligeiramente diferentes. T. marmoratus marmoratus ocorre sobretudo no Norte da Península Ibérica e em França, enquanto T. marmoratus pygmaeus ocorre no Sul da Península e vai até ao Norte de Portugal. Ambas as subspécies podem ser encontradas no território nacional, salvo no centro do Alentejo, de tal modo que a sua distribuição coincide em quase todo o país.

Enquanto a subspécie T. marmoratus marmoratus apresenta um estatuto de Pouco Preocupante, a subspécie T. marmoratus pygmaeus tem o estatudo Quase Ameaçado, com a sua população actualmente em regressão.
Enquanto tritões, residem em corpos de água, como charcos, lagos, poços ou tanques com água onde haja cavidades e fissuras para que se possam abrigar em caso de perigo.
Apesar de existirem híbridos entre as duas subspécies, geralmente os locais de reprodução são distintos, uma vez que para este fim T. marmoratus marmoratus prefere corpos de água mais ensombrados e com água mais fria do que T. marmoratus pygmaeus. A época de reproduçao pode variar bastante, ocorrendo entre Outubro e Maio.

Triturus_marmoratus_up2.JPG

Curiosamente, o tritão-marmorado consome principalmente ovos de diversas espécies de anfíbios, como salamandras e rãs, caçando também invertebrados, variando a sua dieta de acordo com a disponibilidade das diferentes fontes de alimento.

publicado às 12:58

Animais do PNRVT - A lontra

Lontra (Lutra lutra, Linnaeus 1758)

Família: Mustelidae (doninhas, texugos, martas e afins)

 

lutra1.jpg

Distribuída praticamente por toda a Europa e Ásia, dentro do território Português, a lontra pode ser encontrada de Norte a Sul. Apesar de na Europa as populações terem vindo a regredir nos últimos 40 anos, em Portugal encontram-se estáveis.

Habita em todo o tipo de ecossistemas aquáticos continentais, como rios, ribeiras, lagos, pauis e afins, desde que se encontrem em bom estado de conservação. Necessitam de refúgio nas imediações de corpos de água, pelo que o coberto vegetal deve ser suficiente, tal como a disponibilidade de presas. A lontra evita o contacto humano, abriga-se em zonas tranquilas imperturbadas, geralmente com vegetação ripícola abundante.

É uma espécie solitária, com uma área vital considerável, particularmente no caso dos machos cujo território pode incluir até 10km de troço de rio, englobando o de várias fêmeas. Não possuindo uma época de reprodução definida, pode fazê-lo em qualquer altura do ano, estando para isso dependente da disponibilidade de alimento (logo é mais frequente na Primavera e no Verão, alturas em que a comida é mais abundante).

lutra.jpg

Maioritariamente piscívora, a lontra pode ainda assim predar outros tipos de animais, como anfíbios e invertebrados, destacando os crustáceos como os lagostins e insetos variados. Apesar de menos comum, pode também consumir pequenos mamíferos, aves aquáticas e répteis, dependendo da época do ano.

publicado às 15:21

Animais do PNRVT - O lagarto-de-água

Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi, Bedriaga, 1878)

Família: Lacertidae (lagartos)

Lacerta_schreiberi2.jpg

O lagarto-de-água é uma espécie endémica da Península Ibérica, ocorrendo com mais frequência no Noroeste e com algumas populações isoladas no Sul e Sudoeste. Em Portugal distribui-se quase continuamente a Norte do Tejo, com algumas populações no Centro e no Sul do país. Apesar de ser uma espécie com estatuto Pouco Preocupante, a sua população tem vindo a regredir.

Prefere zonas de humidade relativamente alta, podendo ser encontrado frequentemente em habitats próximos de cursos de água cuja cobertura vegetal seja abundante, com espécies arbóreas e arbustivas características de ambientes com elevada precipitação.

O lagarto-de-água mantêm-se ativo de Fevereiro ou Março (os machos despertam mais cedo que as fêmeas) até Outubro (altura em que entram em repouso invernal). Apresentam um elevado dimorfismo sexual, sendo os machos mais corpulentos. Também atingem a maturidade sexual cerca de um ano mais cedo que as fêmeas, o que ocorre entre os 3 a 4 anos. A reprodução ocorre entre a Primavera e o Verão, com as posturas de 6 a 17 ovos em locais sem vegetação ocorrendo entre Maio e Julho.

Lacerta_schreiberi.jpg

Alimenta-se sobretudo de invertebrados, escaravelhos, aranhas, formigas e moscas, podendo também consumir frutos silvestres.

publicado às 15:11

Animais do PNRVT - O bufo-real

Bufo-real (Bubo bubo, Linnaeus 1758)

Família: Strigidae (corujas e mochos)

bubo.jpg

O bufo-real é uma espécie comum com uma distribuição vasta que engloba a Europa, Ásia e o Norte de África. Em Portugal encontra-se sobretudo em áreas inacessíveis devido às características do relevo, sendo nas zonas mais remotas do Interior do país que pode ser encontrado com maior frequência.

Como consequência da perda de habitat e perseguição que tem sofrido nos últimos 50 anos, a população decresceu tanto em número como na sua distribuição, tendo o estatuto de Quase Ameaçada. Mais recentemente, fruto da renaturalização e diminuição da pressão humana, a população poderá ter recuperado ligeiramente.

Enquanto ave noturna, e particularmente inconspícua, a informação disponível sobre ela é relativamente pouca logo as estimativas populacionais são pouco precisas, calculando-se que existem entre 250 e 500 casais em Portugal.

Habita regiões com reduzida densidade populacional humana e inacessíveis, como maciços montanhosos, escarpas e falésias, onde se abrigam e nidificam. Pode também ocorrer associada a zonas de sopé de montanha com florestas maduras e algumas áreas de pastoreio ou agrossilvicultura.

bubo2.jpg

 O bufo-real é monogâmico, sendo os casais permanentes, com ambos os progenitores providenciando cuidados parentais e retornando à mesma área de nidificação durante vários anos. Apesar de poderem usar mais do que um ninho no seu território, é frequente serem apenas um ou dois.

Devido ao seu grande porte, o bufo-real alimenta-se de mamíferos de pequeno e médio porte, aves de porte médio e até rapinas esporadicamente, répteis, anfíbios, peixes e carcaças. Caça maioritariamente à noite, iniciando a sua atividade após o pôr-do-sol, ou ainda um pouco antes, durante o Verão.

Podes saber mais AQUI.

publicado às 13:59

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