Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Festi-Vale do Tua

Festi-Vale do Tua

ALERTA!!! Alargamento do Prazo!

red light.JPG

Temos uma boa notícia para todos os realizadores amadores que estão a preparar a sua participação no concurso.

Respondendo positivamente ao pedido de várias pessoas, a organização do concurso Festi-Vale do Tua decidiu dar-vos mais tempo para submeter os vossos vídeos. Têm agora até dia 31 de Janeiro de 2018 para carregar os vídeos na página do Concurso. Ao mesmo tempo o prazo para votação online será alargado para as 23:59 de dia 15 de Fevereiro. 

 

publicado às 12:35

Animais do PNRVT - A toupeira-de-água

Toupeira-de-água (Galemys pyrenaica, Geoffroy, 1811)

Família: Talpidae (toupeiras)

 

1024px-Galemys_pyrenaicus_01_by-dpc.jpg

A toupeira-de-água, endémica do Norte da Península Ibérica e Pirinéus, é um pequeno mamífero com estatuto Vulnerável. Em Portugal ocorre sobretudo a Norte do Douro, em diversas bacias de rios como o Minho, o Lima, Cávado e Leça, bem como em afluentes do próprio Douro, com a excepção dos mais interiores como o Côa e o Águeda e as ribeiras de Teja, Mós e Aguiar. As populações na Península têm vindo a regredir, com diminuição da área de ocupação e número de efectivos, algo que também se verifica em Portugal.

Como o nome indica, é uma espécie dependente e estritamente associada a cursos de água, englobando o corredor aquático e a galeria ripícola, vivendo em rios e ribeiras de montanha, de águas límpidas e de baixas temperaturas, onde a corrente seja forte e o caudal regular. Desloca-se e caça maioritariamente na água, abrigando-se nos refúgios naturais presentes nas margens, tanto para repouco como para reprodução.

Reproduz-se entre Fevereiro e Junho, estando os machos sexualmente activos desde Dezembro e as fêmeas gestantes desde Fevereiro, podendo ocorrer mais que uma gestação por época de reprodução, durando cada uma cerca de trinta dias. Atingem a maturidade sexual um ano após nascerem, sendo que os indivíduos raramente vivem mais de três anos.

Insectívora, a toupeira-de-água alimenta-se sobretudo de invertebrados aquáticos bentónicos, ou seja, que habitam no leito dos cursos de água. A espécie apresenta um elevado grau de especialização em insectos sensíveis ou pouco tolerantes à poluição, pelo que só será encontrada em águas com elevada qualidade.

publicado às 15:20

Animais do PNRVT - O cágado-mediterrânico

Cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa, Schweiger 1812)

Família: Emydidae (cágados)

800px-Mediterranean_Pond_Turtle_(Mauremys_leprosa)

 Como o nome indica, o cágado-mediterrânico pode ser encontrado na bacia do Mediterrâneo, desde a Península Ibérica e Sul de França até ao Norte de África, sendo que em Portugal pode ser encontrada a Sul do Tejo e no Interior Centro e Norte, tendo o estatuto de Pouco Preocupante. Algumas décadas atrás terá ocorrido uma redução na sua área de ocupação, com a extinção de algumas populações e diminuição noutras. Nos últimos anos esta tendência tem vindo a diminuir, de modo que a população nacional se encontra estável.

Uma vez que é bastante generalista nos habitats que ocupa, pode ser encontrado em corpos de água parada ou de fluxo lento, quer de água doce ou com reduzida salinidade. Prefere locais com bastante cobertura vegetal aquática, sendo rara em rios e ribeiros de corrente rápida, bem como zonas de montanha em altitude.

As fêmeas atingem a maturidade sexual bastante mais tarde que os machos, 6 a 10 anos e 2 a 4 anos, respectivamente. A época de acasalamento ocorrem no Outono, apesar de já terem sido observadas na Primavera. A postura dos ovos ocorre geralmente entre Junho e Julho, com 1 a 12 ovos, que a fêmea deposita num pequeno fosso que escava em solo arenoso e tapa após depositar os ovos.

Mediterranean_Turtles_(Mauremys_leprosa)_(91776786

É uma espécie omnívora, alimentando-se de invertebrado, anfíbios, peixes e plantas, algo que provavelmente está associado à sua preferência por locais com bom coberto vegetal.

publicado às 13:18

Animais do PNRVT - A Águia de Bonelli

Águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus, Vieillot 1822 - Aquila fasciata, del Hoyo and Collar 2014)

Família: Accipitridae (águias, falcões, milhares e afins)

758px-Juvenile_Bonelli's_eagle.jpg

 Distribuida por uma vasta área que vai da Indochina ao Noroeste Africano, incluindo a bacia do Mediterrâneo, a águia de Bonelli em Portugal encontra-se sobretudo nos vales do Nordeste, na Beira Baixa, no Alentejo e nas serras na região do Algarve, tendo o estatuto de Em Perigo.

A tendência populacional que se tem verificado nos últimos anos diverge ao longo do país, no Norte e Centro litoral tem ocorrido uma regressão, enquanto no Centro interior e Sul tem-se verificado uma estabilização. De acordo com o último censo, em 2000, a população nacional conta com cerca de 80 casais nidificantes.
A águia de Bonelli é uma espécie típica dos ecossistemas mediterrâneos, tendo uma presença mais forte em zonas de baixa e média montanha, como se verifica em Portugal. É uma espécie que necessita de uma dualidade no seu habitat, zonas imperturbadas para nidificação e zonas de agrosilvicultura e pastoreio para caçar, de modo que também ocorre nas planícies do Alentejo.
Sendo uma caçadora algo especializada de columbiformes (pombos, rolas e afins), pode explorar a periferia de zonas urbanas, falésias litorais e escarpas, caçando também em matos e bosques abertos. Quando não se encontra na época de reprodução, pode caçar em zonas húmidas, planícies e outros tipos de paisagens de relevo pouco acentuado.
No Norte do país, e em particular no PNRVT, procura escarpas e afloramentos rochosos para nidificar, caçando nos terrenos agrícolas e de pastoreio, sobrais e matagais.

Aquila_fasciata.JPG

Espécie monogâmica, altamente territorial, os progenitores dividem as tarefas no cuidado parental, que ambos realizam, o macho caçando enquanto a fêmea cuida das crias.

Devido ao seu porte considerável, a águia de Bonelli alimenta-se de uma variedade de animais, como o coelho-bravo, perdiz-vermelha e columbiformes, bem como répteis ocasionalmente. Frequentemente caça em pares.

Podes saber mais AQUI.

publicado às 15:19

Património edificado do PNRVT - Antas

Anta_da_Fonte_Coberta_Cha_06.jpg 

A presença humana no Vale do Tua é extremamente antiga. Mesmo nos planaltos mais inóspitos ao longo do Rio Tua são diversos os testemunhos arqueológicos que nos remetem para cerca de 5000 anos antes de Cristo. Entre as mais visíveis provas da mão humana na paisagem do Vale do Tua temos as diversas antas que estão espalhadas pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua.
As antas (ou dólmens) são monumentos megalíticos tumulares colectivos (na Europa foram construídas entre o fim do V milénio a.C. e o fim do III milénio a.C). As antas caracterizam-se por terem uma câmara poligonal ou circular que seria usada como espaço sepulcral (a câmara dolménica). Esta era construída com grandes pedras verticais (esteios) que sustentavam uma grande laje horizontal (tampa ou mesa) de cobertura. 

Anta vilarinho - José Moutinho.jpg

 No Concelho de Carrezeda de Ansiães temos a Anta do Vilarinho (que já foi parte de um conjunto maior de monumentos, mas que foram sendo destruídos ao longo do tempo, restando apenas uma conhecida como a “Pala da Moura”) e a Anta de Zedes (também conhecida como Anta da Casa da Moura). No Concelho de Alijó existe a Anta de Fonte Coberta, um monumento pré-histórico isolado no Planalto da Chã.

Os outros três concelhos que integram o PNRVT (Mirandela, Murça e Vila Flor) apresentam diversos monumentos e indícios arqueológicos mas não têm nenhuma anta.

publicado às 14:24

Plantas do PNRVT - O lódão-bastardo

Lódão-bastardo (Celtis australis, L.1753)

Família: Ulmaceae

 

Celtis_australis_leaves_and_fruits.jpg

A Celtis australis (nomes comuns: lódão-bastardo, ginginha-do-rei ou lodoeiro) é uma espécie de árvore caducifólia da família das Ulmáceas.

A árvore tem um crescimento lento mas a atinge uma altura máxima de até 30 metros. Tem um tronco direito, grosso, com a casca cinzenta, quase lisa, sem estrias ou fendas marcadas (aparecem pequenas saliências nas árvores mais velhas). A copa é redonda, com muitos ramos direitos e ramos finos ligeiramente pendentes. Entre março e maio aparecem pequenas flores solitárias de cor amarelo esverdeada e sem pétalas. O fruto é carnudo, liso e de forma esférica; é comestível e doce, com cerca de 1 cm de diâmetro. A maturação ocorre entre setembro e outubro e o fruto permanece na árvore até ao inverno. Cada fruto tem apenas uma semente (caroço).

O lódão-bastardo tem inúmeros usos, sendo aplicada quer na medicina tradicional (as suas folhas têm propriedades antidiarreicas e anti-hemorrágicas) quer no fabrico de utensílios (a sua madeira tem uma boa relação peso-resistência) agrícolas (como cabos de ancinhos e outras alfaias agrícolas) e carpintaria (mobiliário, pavimentos e portas).

Celtis_australis_südlicher_Zürgelbaum_1.JPG

Dentro do PNRVT, a árvore pode ser observada em diversos locais, por exemplo, na Microrreserva de Amieiro-Safres-S.Mamede de Ribatua.

publicado às 14:07

Animais do PNRVT - O tritão-marmorado

Tritão-marmorado (Triturus marmoratus, Latreille 1800)

Família: Salamandridae (salamandras e tritões)

 

Triturus_marmoratus.JPG

O tritão-marmorado é uma espécie que ocorre na Península Ibérica, extendendo a sua distribuição pelo litoral Oeste da França. Dentro desta espécie estão actualmente reconhecidas duas subspécies, T. marmoratus marmoratus e T. marmoratus pygmaeus, com distribuições e características ligeiramente diferentes. T. marmoratus marmoratus ocorre sobretudo no Norte da Península Ibérica e em França, enquanto T. marmoratus pygmaeus ocorre no Sul da Península e vai até ao Norte de Portugal. Ambas as subspécies podem ser encontradas no território nacional, salvo no centro do Alentejo, de tal modo que a sua distribuição coincide em quase todo o país.

Enquanto a subspécie T. marmoratus marmoratus apresenta um estatuto de Pouco Preocupante, a subspécie T. marmoratus pygmaeus tem o estatudo Quase Ameaçado, com a sua população actualmente em regressão.
Enquanto tritões, residem em corpos de água, como charcos, lagos, poços ou tanques com água onde haja cavidades e fissuras para que se possam abrigar em caso de perigo.
Apesar de existirem híbridos entre as duas subspécies, geralmente os locais de reprodução são distintos, uma vez que para este fim T. marmoratus marmoratus prefere corpos de água mais ensombrados e com água mais fria do que T. marmoratus pygmaeus. A época de reproduçao pode variar bastante, ocorrendo entre Outubro e Maio.

Triturus_marmoratus_up2.JPG

Curiosamente, o tritão-marmorado consome principalmente ovos de diversas espécies de anfíbios, como salamandras e rãs, caçando também invertebrados, variando a sua dieta de acordo com a disponibilidade das diferentes fontes de alimento.

publicado às 12:58

Mensagens

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D